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Comida congelada? A sério?

2023-03-20

No início do Séc. XX, Clarence Birdseye (que não conseguiu formar-se em Biologia porque não tinha como suportar as propinas) trabalhou num navio-hospital nas terras geladas de Labrador, Canadá. Durante este período aprendeu a pescar com os Inuits.
Assim que apanhavam um peixe, os Inuits pousavam-no na neve e, exposto às gélidas temperaturas do Ártico, congelava quase imediatamente (para grande pena de Clarence, que teria preferido comer o peixe fresco…).
Qual não foi a sua surpresa quando, meses mais tarde, descongelava o peixe e este estava tão fresco como se tivesse sido acabado de pescar!
Seria a velocidade de congelação que determinava a qualidade do alimento depois de descongelado?
Seguramente!
Quando a comida é congelada a um ritmo mais lento (como no congelador de casa), os cristais de gelo que se formam são grandes e rompem a estrutura celular dos alimentos. Ao descongelar, perdem-se os sucos, a textura fica farinhenta e o sabor vai embora com a água. Mas Birdseye descobriu que a congelação ultra-rápida, com máquinas próprias que desenvolveu mais tarde, permitia conservar intactas as propriedades dos alimentos.
Quando regressou a casa testou o conceito, desenvolveu as máquinas e lançou o seu negócio - e resultava! Estava inventada a ultra-congelação!
As máquinas de hoje em dia são muito mais potentes que as máquinas do início do século passado e conseguem trazer dezenas de quilos de comida quase a ferver a dezenas de graus negativos em poucos minutos.
O segredo de um bom congelado não é só uma boa comida, mas também um óptimo ultra-congelador.
Congelamos a nossa comida?
Sim! Mas ultra-congelamos a sério.

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